Óh Raios! O que será agora?!?!


Calma, não xingue.

 

 

A cada dia que vejo, leio e ouço mais sobre a convocação do Dunga, mais eu passo a dar razão ao Dunga. Calma, não xingue.

Em 2006 foi a Copa da expectativa e da decepção. Levaram todas as estrelas, e todas no auge. Todos sabemos como foi o circo e no que resultou.

Dunga foi chamado então para resgatar a seleção, tirar a máscara de astros do rock e transformar em um time competitivo, com jogadores que prezam a camisa amarela e não estão ali para passar o tempo.

Foi muito criticado e desacreditado pois nunca exercera tal cargo em nenhum time quissá na seleção brasileira.

Mas...

Deu certo. Sim deu certo. Jogando feio ou bonito, deu certo. Contra fatos não há argumentos.

E Dunga mesmo criticado, e muito (com direito a vaia e coro de 'BURRO' no Mineirão), foi frio e mostrou que tinha planejamentos,  tinha visão, tinha um projeto, e o seguiu até o final.

Os sucessos vieram, Copa América, Copa das Confederações, 1o na classificação pra Copa, goleada na Argentina lá na Argentina, e por  aí vai.

Mais uma vez eu repito. Deu certo!

E a comparação com a seleção de 1994 é equivoca, pois a de 94 vinha tropeçando, jogando feio e perdendo, diferente da de Dunga que teve êxito em tudo que participou.

O grupo de Dunga veio se formando ao longo desse tempo, experimentou alguns poucos, montou um time base que confia (dentro e fora de campo) e se manteve fiel ao seu projeto. O time está quase pronto desde 2 anos atrás.

Mas as cobranças não param (e nem devem), primeiro cobravam Ronaldinho (não existia Neymar e Ganso), Ronaldinho TINHA que ser convocado, Dunga é doido de não o levar, tem que ir.

Logo Ronaldinho perdeu um pouquinho do brilho que vinha recuperando e aí, este ano de 2010, surgiu o cometa Santos, com os craques Neymar e Ganso, mais Ganso que Neymar, é verdade.

Esqueceram todos de Ronaldinho e o foco passou à dupla do Santos, eles TINHAM que ir, Dunga é doido de não os levar, tem que ir.

Mas porque?!

Porque nós, torcedores e jornalistas queremos?!

A dupla jamais fora convocada, porque então ser convocado pela 1a vez pra Copa?

E o planejamento de 4 anos, a evolução, as conquistas, as certezas que foram conquistadas? Joga-se tudo fora, perde-se a razão e vamos com a emoção?

E se não der certo? A culpa será de quem? Nossa?! Mas o técnico é Dunga, nós somos torcedores.

Ganso e Neymar não foram bem em suas participações com a seleção sub 20 e sub 17, isso ninguém lembra.

Ah mas é diferente, eles amadureceram, evoluíram. É verdade, mas quem garante que irão ter o mesmo desempenho do Santos (que disputou Paulista e Copa do Brasil) na Copa do Mundo?

Porque cobramos de Dunga arriscar agora, às vésperas da maior competição de futebol do planeta?

Tenhamos conciência do que estamos pedindo.

Se eu achei bom a seleção do Dunga?! Não, não gostei. Acho que será um futebol lento, de marcação e pouco ataque. Muitos jogadores destruidores de jogadas adversária e poucos criadores.

Gostaria ainda de levar o Ronaldinho sim, se o Kaká tiver que sair, não temos mais ninguém criativo para entrar.

Mas sou racional, Dunga tem um grupo forte (isso não dá pra discutir) e é uma seleção altamente competitiva.

Agora vamos deixar de ser ranzinzas e vamos torcer, afinal, é seleção brasileira, é Copa do mundo!

Jogando feio ou bonito, vou torcer.

 

______

Evandro L! Melo

@evandrospfc

 



Escrito por Piázinho às 11h59
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Alice no país da burocracia

 

Quando assisti pela primeira vez a adaptação da Disney, em animação,  para Alice no país das Maravilhas, fiquei com pelo menos duas

sensações. Fiquei ao mesmo tempo confuso e maravilhado.

 

Confuso porque o filme não segue um roteiro mastigado, burocrático, certinho, é uma doidera do início ao fim, exatamente como nos

sonhos, onde as coisas acontecem sem lógica, o que deixa tudo tão fantástico, e maravilhado exatamente por tudo isso, era como um

sonho, sem a preocupação de se explicar, apenas fechar os olhos e deixar a mente viajar.

 

Quando fiquei sabendo, através do Omelete, que recriariam o universo de Alice, e que seria Tim Burton com seu fiel amigo J.Deep,

fiquei animado, ansioso e com a expectativa lá no teto.

 

Sou fã de Tim Burton, diretor que até então não se rendera ao mercado, e mantinha seu jeito próprio de fazer filmes, criar

universos, inovar, arriscar, surpreender.

Foi assim com Edward mãos de tesoura, O estranho mundo de Jack, A noiva cadáver, entre outros.

 

Mas como já alertava o velho deitado, 'a expectativa é a mãe da decepção'. E foi assim que saí do cinema hoje, ao ver a adaptação

de Tim Disney Burton para Alice nos país das Maravilhas.

 

Não que o filme seja ruim, de fato não é, mas tampouco é bom. É um filme mediano, de verão, para fazer bilheteria e não durar mais

do que uma estação. Se esse era o propósito dos produtores, podem comemorar, conseguiram.

 

Estéticamente o filme é sensacional, ouso a dizer que é tão bom quanto Avatar. Souberam criar os efeitos, os cenários e usar muito

bem o 3D, sem contar a trilha sonora, muito boa também.

 

Mas pra mim, e pra muitos, que esperavam ver a união de uma história fantástica com uma cabeça criativa como Tim Burton, ficou a

sensação de, hummm, é... é só isso?!

 

Com o burburinho que o filme vinha fazendo, resolvi comprar o livro e ler pela primeira vez. Aproveitei as férias e li, num

instante. É viciante, engraçado, direto e doido, muito doido.

 

Ao ler o livro de L. Carroll, entendi um pouco porque a clássica animação da Disney me deixara meio confuso. Eles foram na medida

do impossível, fiéis à história original.

O livro é anárquico como um sonho. É fechar os olhos e deixar que a mente crie, sem colocar regras, apenas deixá-la livre.

 

Essa é a essência de Alice no país das Maravilhas, a sensação de sonhar livremente como uma criança. Aquela criança que quando você

pede para te contar uma história, ela olha para os lados, observa os elementos do ambiente e coloca dragões, princesas, insetos em

forma de cavalo, borboleta com asas de pão de forma, coelhos com colete, etc. É essa a essência de Alice, essa.

 

O fato do filme de Tim Burton ter criado uma continuação à história original, é o de menos, não há problemas nisso, não sou

saudosista ao ponto de só apreciar o original e não permitir as criações, o grande problema é que mataram a essência de Alice.

 

Burocratizaram, explicaram demais, colocaram ordem, roteirizaram como um filme, uma história qualquer, e com isso mataram o que

tinha de mais belo no País das maravilhas.

E não contente com isso, trataram de explicar incansavelmente que aquilo era real, ão era um sonho, que os sonhos podem ser reais,

basta você acreditar, que você precisa acreditar em você, e blá blá blá.

 

Chamaram a criança mais pura, puxaram a barba do Papai Noel e disseram, "tá vendo, é seu tio, mas se você acreditar, ele é o Papai

Noel".

 

Evandro L! Melo

 

 

 



Escrito por Piázinho às 02h09
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